O tempo como matéria-prima
Um projeto editorial sério leva o tempo que precisa. Quando um cronograma encurta a escuta, recusamos com cuidado — ou propomos um recorte menor que respeite o calendário.
Nasceu de uma cozinha pequena em Pernambuco, mudou-se para a Vila Madalena em 2017 e segue acreditando que toda plataforma é, antes de tudo, uma forma de ler.
Quatro princípios escritos em 2018, revisados em 2024. Eles nos ajudam a recusar bons projetos que não pertencem à nossa prática — e a aceitar, com o devido cuidado, os que pertencem.
Um projeto editorial sério leva o tempo que precisa. Quando um cronograma encurta a escuta, recusamos com cuidado — ou propomos um recorte menor que respeite o calendário.
Toda comunidade que nos recebe lê o material antes de qualquer público. As correções, recusas e silêncios das devolutivas viram, eles próprios, parte do que se publica.
Tudo o que entregamos passa por testes de leitura com pessoas neurodivergentes, idosas e com baixa visão. Tipografia, contraste e hierarquia são compromissos editoriais — não acabamentos.
Defendemos licenças abertas com atribuição comunitária quando elas servem ao projeto. Os créditos retornam às pessoas certas — não apenas às instituições financiadoras.
Não publicamos para alcançar — publicamos para ser encontrados pelos leitores certos, no tempo certo.
Carta editorial · revisão de 2024Não somos um estúdio rápido. Crescemos em estações: cada projeto deixa um rastro, cada rastro deixa um aprendizado que muda o próximo projeto.
Abaixo, três das vozes que sustentam a prática editorial em São Paulo. O time inteiro inclui ainda revisoras, ilustradoras, programadores e coordenadoras de projeto que se somam a cada estação.
Editora há 24 anos. Antes da Campo Origem, coordenou três antologias literárias na Companhia Editora de Pernambuco e foi pesquisadora associada na Casa Rui Barbosa.
Bibliotecário e desenvolvedor. Estruturou taxonomias para o Museu Imperial, o IPHAN e a Fundação Itaú Social antes de se juntar à mesa em 2018.
Antropóloga formada pela UFBA, pesquisadora associada do Museu Goeldi. Conduz escutas, oficinas e devolutivas comunitárias em todo o Norte e Nordeste.
Se ainda é cedo para comprometer com um projeto, escreva-nos mesmo assim. Trocamos cartas — e às vezes elas se transformam em parcerias um ou dois anos depois.