Curadoria editorial
Selecionamos, organizamos e damos forma a acervos textuais, sonoros e visuais para que se tornem narráveis a múltiplas audiências.
- Mapeamento de fontes e autorias
- Linhas editoriais comentadas
- Critérios de inclusão e revisão
Desenhamos plataformas de saber para museus, escolas, redes comunitárias e editoras independentes. O que pesquisamos, escrevemos e publicamos pertence a quem aprende — e a quem ensina pela primeira vez.
Cada projeto começa por uma escuta longa do território, das fontes e das pessoas que sustentam o conhecimento. Daí nascem as quatro práticas que organizam o nosso trabalho.
Selecionamos, organizamos e damos forma a acervos textuais, sonoros e visuais para que se tornem narráveis a múltiplas audiências.
Construímos sites, currículos abertos, repositórios e bibliotecas digitais que respeitam a leitura longa e o tempo da aprendizagem.
Criamos sistemas de marca para instituições culturais e educadoras: tipografia, cor, voz e os pequenos rituais visuais que sustentam uma reputação.
Conduzimos escutas, entrevistas em profundidade e residências breves em territórios para fundamentar tudo que será publicado depois.
Selecionamos três projetos publicados entre 2023 e 2026. Cada um nasceu de uma pergunta longa — e tornou-se uma plataforma que continua sendo lida hoje.
Plataforma editorial que reúne entrevistas, partituras e fotografias de cantadores nordestinos, com licenças abertas e trilhas de escuta para escolas públicas.
Glossário multilíngue com 612 verbetes coletados em três bacias hidrográficas. Publicado como livro impresso e plataforma navegável por bioma.
Reorganização do acervo de 220 títulos em uma plataforma que cruza autorias, traduções e ensaios introdutórios escritos por leitores convidados.
Editar é fazer caber o que importa — e devolver o resto ao silêncio que o gerou.
Ana Brígida Carvalho · diretora editorialNão trabalhamos por sprints. Trabalhamos por estações — três tempos longos que se sobrepõem e se chamam de volta no decorrer do projeto.
Começamos sentando à mesa de quem encomenda o projeto e de quem o habitará. Lemos o acervo existente, ouvimos as pessoas que ele atravessa e escrevemos um diário de bordo que será nossa primeira entrega.
Daí desenhamos a arquitetura editorial, escrevemos a primeira camada de textos e construímos o sistema visual. Tudo é revisado em rodadas curtas com leitoras-convidadas que não fazem parte da equipe.
Toda plataforma que entregamos vem com um plano de cultivo: encontros trimestrais, revisões editoriais, novos verbetes. Acompanhamos o projeto pelo tempo necessário para que ele aprenda a se sustentar sozinho.
Somos um estúdio pequeno por escolha. Cada projeto reúne uma mesa redonda diferente — abaixo, três das vozes que sustentam o trabalho cotidiano em São Paulo.
Fundou o estúdio em 2014, depois de doze anos editando antologias literárias em Pernambuco. Coordena curadoria e voz editorial.
Desenhou taxonomias para três museus federais antes de chegar à Campo Origem em 2018. Cuida das estruturas e dos códigos.
Antropóloga e pesquisadora; conduz as escutas em campo, mantém os diários de bordo e cuida das devolutivas às comunidades.
Recebemos novos projetos quatro vezes por ano. Escreva-nos: nas duas semanas seguintes, devolveremos uma carta com leituras possíveis, calendário e uma estimativa honesta de orçamento.